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Aprenda sobre as criptomoedas disponíveis na Monnos

Aprenda sobre Cripto

Convidamos Rafael Meneguzzi Serrano, um membro da comunidade, para introduzir você as criptos que estão disponíveis para negociação no App Monnos.

Bitcoin (BTC)

Bitcoin foi apresentado pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto em 2008 em meio a uma crise mundial como uma solução alternativa ao sistema financeiro atual, sendo considerada a primeira moeda digital mundial descentralizada e a mais famosa até hoje. Também trouxe outra revolução para o mundo, sua rede, a Blockchain, permitindo um livro de transações transparente, sem intermediários e sem uma entidade por trás, como intervenção de autoridades financeiras ou governos para definir ou manipular sua rede e emissão de novas moedas.

Sua criação teve participação, suporte e influência de diversas pessoas emblemáticas no meio CypherpunkHal Finney, que desenvolveu o primeiro sistema reutilizável de prova de trabalho. Wei Dai criador do B-Money, uma moeda eletrônica descentralizada e Nick Szabo, criador do Bit Gold, outro conceito de moeda descentralizada. Todos, assim como Satoshi, trocando mensagens e e-mails em fóruns até que em 03 de Janeiro de 2009 ficou online.

No protocolo do Bitcoin ficou definido 21 milhões de unidade que serão geradas moedas até o ano de 2140, em um processo chamado de mineração, onde pessoas participam da rede cedendo poder computacional para realização de provas de trabalho para manter a rede online, segura e realizando as transações da rede. Esses mineradores são recompensados com o valor das taxas de transações e descobrindo novos blocos da rede.

Comumente chamado de ouro digital, o Bitcoin é revolucionário e apesar de recém estar completando uma década, ainda está em fase embrionária, tem muito a crescer nos próximos anos quando for popularizado, e amplamente aceito no comércio. Enquanto a revolução da internet nos anos 90 foi a descentralização da informação, o Bitcoin é a descentralização do sistema financeiro.

Ethereum (ETH)

Sendo o segundo projeto mais famoso das criptomoedas ou a altcoin mais famosa, o Ethereum foi fundado por Vitalik Buterin em 2014, é um projeto que foi financiado por crowdfunding arrecadando mais de 18 milhões de dólares e apresentado como uma plataforma que é capaz de realizar aplicações descentralizadas e executar contratos inteligentes usando a tecnologia Blockchain.

Dentro desta incrível plataforma as principais aplicações são transferências financeiras, campanhas de crowdfunding, apólices de seguro, registros de títulos de propriedade, votações, registros históricos, tokens. Para essas aplicações é utilizado o Ether, que é a moeda digital utilizada dentro da plataforma Ethereum, gerada por mineração, que assim como o Bitcoin, os mineradores são parte fundamental para manter seu ecossistema saudável e estável.

Muito famosa por ser uma fábrica de ICOs (Oferta Inicial de Moedas) por sua facilidade, em 2017 foi utilizada pelo crowdfunding de muitos projetos que criaram tokens em sua plataforma, que segundo dados do inicio de 2018, 46% não obtiveram sucesso ou foram golpes para arrecadar dinheiro, não apresentando nenhum produto, apenas um conceito. Talvez por isso, evoluindo para um possível novo formato, o IEO (Initial Exchange Offering), mas isso é tema para outro artigo.

Ripple (XRP)

Ripple é um sistema de liquidação bruta em tempo real, câmbio e rede de remessas da Ripple Labs Inc. sediada na Califórnia, USA, sendo a terceira maior moeda em mercado no dia de hoje, mas que já foi a segunda durante um longo período. Sua sigla XRP, significa Protocolo de Pagamentos Ripple, sendo seu foco bancos, instituições financeiras e redes de pagamento com infraestrutura de liquidação. Já possui mais de 100 empresas usuárias de seu protocolo, como a UniCredit, UBS, Santander, BBVA, American Express e Itaú.

Este protocolo tem sua essência desenvolvida desde 2004 pela empresa, com o conhecimento da tecnologia Blockchain, foi migrado em 2011, mas diferente do Bitcoin, não utiliza mineração e as transações são verificadas em consenso pelos usuários da rede. Foram criados 100 bilhões de unidades, 20 bilhões ficaram retidos com os criadores e fundadores. O restante de 80 bilhões foi destinado a Ripple Labs, a fim de financiar operações, caridade e ofertas.

Bitcoin Cash (BCHABC)

A rede do Bitcoin funciona em consenso, alguns mineradores não gostaram do rumo que ele estava tomando e assim nasceu o Bitcoin Cash em 2017. Com liderança de um ex-maximalista do Bitcoin, Roger Ver, foi realizado um hard-fork do Bitcoin, onde todas as contas de Bitcoin foram duplicadas para essa nova blockchain, porem com um protocolo alternativo, que aumenta a capacidade de transação, tornando as transações mais rápida e baratas em comparação ao Bitcoin “original”.

Em 2018 o Bitcoin Cash realizou outro hard-fork, de um lado ficaram Roger Ver e Jihan Wu, fundador da Bitmain, empresa criadora das famosas AntMiner, equipamento usado para mineração e de outro lado Craig Wright, que se auto proclama Satoshi Nakamoto e o bilionário do ramo de apostas online Calvin Ayre. Novamente por consenso, se tornaram BCHABC (continuidade do Bitcoin Cash) e o BSV (Bitcoin: Satoshi Vision).

Conhecido como simplesmente BCH ou Bcash, hoje ocupa a quarta posição em valor de mercado, é uma da moedas mais faladas e usadas do mercado, com boa aceitação em serviços online e uma variedade de suporte sua grande utilidade é servir como meio de pagamento e transferência de valores.

Tether (USDT)

Lastreado em dólar, foi originalmente publicado em 2012, usando o nome de Realcoin e mudando em 2014 para Tether, criado na Omni Layer, uma plataforma que permite criação de tokens usando a Blockchain do Bitcoin, tem como sua função ser um dólar digital, sendo uma criptomoeda estável onde 1 dólar tether é avaliado em 1 dólar americano.

Segundo a empresa Tether Limited em Hong Kong, responsável pela emissão do USDT, se utiliza da Prova de Reservas, onde para que para cada Tether gerado, existe a reserva de um dólar, garantindo assim o balanço entre moeda fiduciária seja sempre equivalente ou até maior que o número de Tethers em circulação.

Sua finalidade é facilitar a transferência de moedas nacionais, sendo uma alternativa estável ao Bitcoin, também provendo transparência nas transações. Muito usada em exchanges para parear criptomoeda em valores, principalmente o Bitcoin. Outros grandes usuários são os traders, que utilizam o Tether para fazer negociações sem precisar voltar para moedas fiduciárias e/ou usar bancos. A empresa Tether Limited emite outros dois ativos similares para as moedas iene e euro.

Litecoin (LTC)

Pretendendo melhorar o funcionamento do Bitcoin e idealizado pelo ex-funcionário do Google, Charlie Lee, em 2011 um fork do Bitcoin deu vida ao Litecoin, diminuindo o tempo do bloco do Bitcoin de 10 minutos para 2,5 minutos, entre outras mudanças de seu código, a tornando com mais rápida e com taxas mais baratas.

Sendo bastante similar ao Bitcoin, também é uma moeda descentralizada, utiliza de mineração para manter sua rede e possui uma confiável segurança, pois como ela se utiliza do código do Bitcoin, pode ser implementando com muita facilidade novas atualizações em sua rede, como SegWitLightning Network, entre outros.

Hoje na 6 posição em valor de mercado o Litecoin ou apenas LTC é uma das principais criptomoedas, uma das mais antigas e de maiores sucessos, sendo amplamente aceita em diversos estabelecimentos e usada por uma variedade de serviços online.

Entre seu universo existe a Litecoin Foundation, hoje proprietária de 9,9% do banco alemão WEG e proprietária da empresa TokenPay, uma desenvolvedora de soluções de pagamento, tendo como foco melhorar o setor de pagamentos e integrar a Litecoin ao setor bancário. Esta mesma fundação que é uma entidade sem fins lucrativos é peça decisiva para manter o desenvolvimento ativo da Litecoin.

Binance Coin (BNB)

Changpeng Zhao, ou apenas CZ, conseguiu em menos de 3 anos de existência, conquistar o mercado de criptomoedas com sua exchange, a Binance, batendo recordes de arrecadação em sua ICO em 2017, onde conseguiu financiar e pôr em prática sua ideia.

Binance Coin fez parte desta ICO, sendo oferecida aos investidores, com sua finalidade em ser um token de utilidade, para ser usada como pagamento de taxas de negociações, assim para o usuário portador recebe descontos das taxas e também seu uso em uma exchange descentralizada, a Binance DEX.

De 2017 até o mês de julho de cada ano a seguir o desconto para as negociações foi sendo reduzido pela metade, começou de 50% para 25%, para 12,5% (atual), vai ser 6,75% a partir de julho de 2020 e 3,375% em 2021, o quinto ano de existência e os descontos deixarão de ser reduzidos.

O Token BNB também é fortemente deflacionário, pois trimestralmente a Binance recompra tokens e os tira do mercado, diminuindo a sua oferta e este processo será realizado até 50% da unidades emitidas serem queimadas.

Nano (NANO)

Nano é uma criptomoeda descentralizada, sem taxas, sustentável e incrivelmente rápida, considerada como parte da terceira geração das criptomoedas. Ela é uma DAG (Directed Acyclic Graph), desenvolvida para ser simples e resolver a insuficiência existente de outras criptomoedas.

Diferente da maioria das criptos, ela não é mais um fork do Bitcoin ou token do Ethereum, mas sim uma nova criptomoeda criada do zero por Colin LeMahieu, utilizando uma nova estrutura chamada Block- Lattice, onde cada usuário tem sua própria Blockchain.

Todas as moedas foram distribuídas por faucet onde usuários resolveram captchas e já estão em circulação. Não é uma moeda minerável, mas ainda assim é Proof of Work e cada usuário pode escolher por meio de votação representativa quem decidirá o validador de suas transações.

Anteriormente, a Nano era conhecida como RaiBlocks. Este nome foi mantido desde sua criação em 2015 até 2018, onde teve mudanças para simplificar também seu nome, mudando- o para Nano. Seu objetivo é uma moeda intuitiva, de fácil uso, sem taxas, veloz, aberta e acessível para todos.

Uma moeda global que não requer grandes equipamentos para manter sua rede, sendo energeticamente econômica, porém muito escalável conforme o aumento desse hardware, aumentando sua capacidade de transações por segundo, sua segurança e sua descentralização.

Sendo uma moeda sem taxas e instantânea, ela é perfeita para transações peer-to-peer como no dia-a-dia, por exemplo como comprar um café. Hoje ocupa a posição 49 do mercado de criptomoedas, onde chegou a ocupar a 15 lugar do mercado em seu auge de valorização.

EOS (EOS)

Adicionada a plataforma Monnos em 21/10/2019, a EOS é uma plataforma para desenvolvimento de aplicativos descentralizados (dApps), podendo dizer que uma versão melhorada da blockchain da Ethereum, prometendo descentralizar a informação e o poder dos dApps.

Desenvolvido por Dan Larrimer, que também é criador de outras duas criptomoedas (Steem e BitShares), tem por objetivo juntar a escabilidade de blockchains mais rápidas com blockchains com contratos inteligentes. Pois para dApps, Ethereum é lento e BitShares por exemplo, não suporta contratos inteligentes e assim surge a ideia da EOS.

Com a rede lançado oficialmente em 2018, o desenvolvimento de sua blockchain de seu inicio até hoje já foram acrescentadas diferentes funcionalidades, com comunicação inter-blockchain e rastreamento de recursos. Atualmente a rede já possuir mais de 100 dApps.

EOS não possui mineração, seu token é utilizado por desenvolvedores que estão criando aplicativos na plataforma e possam gerar os tokens de seus dApps. Outra utilidade é a votação dos blocos, já que o consenso da EOS é Proof-of-Stake.

Agora que já conhece um pouco sobre as criptomoedas presentes na Monnos:

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