Bull Trap

A expressão bull trap pode ser traduzida como “armadilha do touro”.

Primeiramente, é preciso dizer que períodos de otimismo e crescimento do mercado são chamados de bull market (ou “mercado do touro”) e períodos e pessimismo e queda são chamados de bear market (“mercado do urso”).

Bull trap se refere a um cenário em que vários investidores preveem uma tendência de alta para um ou mais ativos, mas ocorre o oposto.

Mas o que poderia criar uma armadilha dessas? Existem vários cenários em que isso pode acontecer, vamos ver alguns exemplos.

Às vezes, um investimento se valoriza de forma anormal, seja por um efeito “Maria vai com as outras” (efeito manada) ou por rumores. A subida cria uma bola de neve, o ativo ganha fama e pessoas não querem perder a oportunidade de lucrar. O resultado é um ativo “inflado”, que em algum momento tende a retornar para um valor mais razoável.

Também pode ocorrer que, fazendo uma análise gráfica, investidores acreditem que um ativo irá subir, mas se enganam.

Bull trap e análise gráfica

Antes de mais nada, é importante ter algumas noções básicas sobre análise técnica.

Para os investidores que estudam tendências com base em gráficos, a alta histórica é muito importante. Acredita-se que depois de superá-la, o ativo busca um novo topo, um novo máximo, e por isso pessoas compram o ativo. É justamente nesse momento que está o maior risco. No caso de uma armadilha, o que ocorre depois da alta histórica é justamente a rápida desvalorização do ativo.

Como identificar uma bull trap?

Não há uma forma cem por cento eficaz de identificar uma bull trap.

Todavia, existem alguns indicadores básicos e essenciais. São eles: cenário econômico, qualidade da empresa e motivo para valorização.

Se uma parte do mercado estiver se valorizando enquanto economia de uma forma mais ampla (empregos, produtividade e etc) está estagnada ou em declínio, isso é um indicativo de uma armadilha.

Avaliar a qualidade da empresa ou da criptomoeda é importante porque uma única notícia pode causar euforia, mas a companhia tem que estar preparada para sustentar a valorização com produtividade e suprir uma demanda real do mercado.

Bear trap – o oposto da bull trap

Também existe a bear trap (armadilha do urso), que “abocanha” aqueles que apostaram em uma tendência de queda, mas acontece uma alta.

Isso geralmente ocorre quando investidores acreditam que um ativo vai bater em uma resistência e se desvalorizar, mas ele quebra a resistência.

  • Mining rig ou “plataforma de mineração” é um equipamento ou um arranjo de equipamentos feito para minerar criptomoedas.

  • Os Cypherpunks são ativistas digitais focados na privacidade e segurança de ativos digitais. Utilizam a criptografia como sua principal ferramenta.

  • Proof of Stake (PoS), ou “Prova de Participação”, é o nome dado a um mecanismo de consenso utilizado na validação de transações.

  • O Bloco Gêneris é o primeiro bloco minerado de Bitcoin, contendo as primeiras 50 unidades e tendo sido executado pelo próprio Satoshi Nakamoto.

  • Cold storage, ou armazenamento frio em português, é um termo usado para descrever sistemas de armazenamento de criptomoedas off-line.

  • Paper wallet é um pedaço de papel onde estão escritas as chaves pública e privada que compõem a sua carteira digital. Também chamada de carteira de papel.

  • Um Node na rede do Bitcoin é um computador conectado a blockchain e que verifica e valida as novas transações, sempre que elas acontecem.

  • A volatilidade é uma variável econômica que se refere a intensidade das oscilações no preço de um determinado ativo dentro de um período te tempo.

  • Bag holder é um termo usado para definir alguém que manteve um ativo ao longo do tempo apesar da desvalorização constante de seu preço

  • BTFD vem do inglês "Buy the F*cking Dip". É basicamente uma forma agressiva de recomendação de compra quando o mercado está em queda.