Uma das grandes tendências no mundo das finanças nesses últimos anos com certeza são as tão faladas moedas digitais.

Se parar para pensar, investir em algo desse tipo há cerca de 10 anos parecia algo inusitado e arriscado. Porém, hoje, depois de tantos projetos desse tipo de ativos serem lançados ao mundo, a prática não parece ser tão esquisita assim.

Isso foi possível pelo aumento da adoção de pagamentos eletrônicos, como os realizados através de aplicativos de bancos, e, consequentemente, pela queda do uso do dinheiro de papel. Diante disso, muitos países estão começando a olhar para as moedas digitais de outra maneira.

Com o fenômeno desses movimentos estarem em constante crescimento, é possível afirmar que, num futuro próximo, comércios passarão a aceitar cada vez mais – senão exclusivamente – pagamentos em moedas digitais. Por isso, é bom estar preparado!

E pensando em te ajudar a entender um pouco melhor sobre o que são esses ativos é que resolvemos escrever este artigo.

Boa leitura!

O que é moeda digital?

Ativo semelhante a qualquer tipo de dinheiro, a moeda digital é utilizada para ambientes digitais e só existe nesse espaço – ou seja, é inexistente de forma física.

Dentre as suas possibilidades, ela pode representar uma moeda de algum país que deixou de existir em formato físico ou, ainda, ser uma criptomoeda, um tipo de ativo digital que tem dado o que falar.

Sendo assim, resumidamente, uma moeda digital é qualquer moeda que é armazenada digitalmente e que não existe fisicamente.

Qual a diferença entre moeda digital, virtual e criptomoeda?

Apesar de muitas pessoas usarem os termos “moeda digital”, “moeda virtual” e “criptomoeda” como sinônimos, cada um deles possui suas próprias características.

Começando com a moeda digital, como você já viu, ela é uma moeda que só existe de maneira digital, podendo ser uma moeda nacional ou uma criptomoeda.

Criptomoeda, por sua vez, é uma moeda digital que utiliza a tecnologia blockchain e da criptografia para que todas as suas transações sejam seguras e validadas.

Por fim, a moeda virtual é aquela que se refere única e exclusivamente para negociações que não existem no mundo real, como, por exemplo, em jogos de videogame.

De onde surgiu a moeda digital?

Várias pessoas acreditam que a moeda digital surgiu recentemente, no entanto a sua história vem desde os anos 1980.

Ao final daquela década, um programador chamado David Chaum desenvolveu uma espécie de dinheiro eletrônico nos Estados Unidos. Com caráter criptográfico, pode-se dizer que a sua invenção foi o primeiro dinheiro digital do mundo.

Essa moeda serviu de base, alguns anos depois, para o surgimento do Bitcoin. Primeira criptomoeda descentralizada do mundo e a mais valiosa do mercado até hoje, o Bitcoin veio ao mundo em 2008 e foi criado pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto.

Como funciona a moeda digital?

Como existem dois tipos de moedas digitais, é preciso ter em mente que cada uma delas funciona de uma forma diferente da outra.

Se a moeda digital for a representação de uma moeda nacional num espaço digital, seu funcionamento será muito semelhante ao que já conhecemos hoje das moedas fiduciárias.

Contudo, se ela for uma criptomoeda, o primeiro ponto que precisa ser compreendido é que não existe nenhum tipo de órgão regulamentador por trás dela – como acontece com o Banco Central em relação ao real. Por conta disso, seu preço pode oscilar muito mais, de acordo com a oferta e demanda do mercado.

Além disso, uma criptomoeda também utiliza tecnologias distintas de outras moedas digitais, como a blockchain e a criptografia.

Para que serve a moeda digital?

Tendo a mesma lógica do dinheiro em papel, a moeda digital serve para realizar transações em um espaço digital quando há a compra ou a venda de bens e serviços.

Atualmente, diversas empresas ao redor do mundo já vêm aceitando pagamento em criptomoedas, o que mostra que essa moeda digital tem sido aderida pelas pessoas cada vez mais. 

Como comprar moeda digital?

As moedas digitais não necessitam de nenhum tipo de banco para serem compradas ou vendidas. Na realidade, todo o processo é feito de maneira digital, desde o pagamento até o seu armazenamento.

No caso das criptomoedas, a transação é toda feita pela internet – e quando se tem o auxílio de uma exchange, como a Monnos, ela se torna ainda mais fácil.

Para conhecer na prática como funciona a compra de criptomoedas por meio da nossa plataforma, baixe o nosso app em seu iOS ou Android e faça seu cadastro. Lá, você terá acesso ao maior portfólio de criptos do Brasil, contabilizando mais de 80!

Como investir em moedas digitais?

Para investir em moedas digitais, alguns passos precisam ser seguidos, a fim de atingir o objetivo inicial de maneira assertiva.

Veja:

– Escolha uma exchange: essa é uma das maneiras mais simples de começar a investir em moedas digitais, pois são empresas que funcionam como casas de câmbio;

– Crie uma carteira: apesar das exchanges já fornecerem uma carteira digital para que suas moedas sejam guardadas, é recomendável que você crie uma carteira separada para que suas chaves fiquem sob sua responsabilidade.

– Descubra seu perfil de investidor: as criptomoedas são um excelente tipo de investimento para as pessoas que possuem um perfil de investimento moderado ou agressivo. Porém, com a procura cada vez maior por ativos digitais, os conservadores também podem investir nas criptos a fim de diversificar sua carteira.

– Escolha uma criptomoeda: existem mais de 13 mil criptomoedas e cada uma possui características e propósitos diferentes.

– Saiba qual é a sua estratégia: ao investir em moedas digitais, é preciso ter bem definido qual será a sua estratégia. Independentemente de querer um retorno a longo, médio ou curto prazo, há estratégia para todas as opções.

– Estude o mercado: o mercado está em constante mudança. Por ter um funcionamento 24/7, o conhecimento é imprescindível nesse tipo de investimento.

Quais as principais moedas digitais?

Com diferentes criptomoedas disponíveis no mercado, fica difícil saber em qual investir. Para isso, um bom norte é ficar de olho no CoinMarketCap, o site de maior referência do mundo quando o assunto é monitoramento de preços das moedas digitais.

De acordo com o site citado, as 10 principais criptomoedas em capitalização de mercado hoje são:

1. Bitcoin

2. Ethereum

3. Tether

4. Binance Coin;

5. USD Coin; 

6. Ripple

7. Cardano

8. Solana

9. Terra

10. Avalanche.

Dessa lista, é importante atentar-se que tanto a Tether quanto a USD Coin são stablecoins pareadas em dólar, ou seja, são duas maneiras de dolarizar em um ambiente criptográfico.

Qual moeda digital vai valorizar?

Pelo fato dos valores de uma criptomoeda se modificarem a todo instante, é preciso ficar de olho em vários fatores que podem influenciar sua valorização – ou desvalorização.

Agora em 2022, por exemplo, com a aproximação do metaverso, as moedas que mais têm chamado a atenção dos investidores são as que estão relacionadas a esse mundo, como a MANA, token do jogo Decentraland, e a SAND, do jogo The Sandbox.

Recentemente, publicamos um artigo aqui em nosso blog sobre as 9 criptomoedas mais promissoras para investir em 2022. Além das já conhecidas Bitcoin e Ethereum, destacamos também algumas altcoins, como a Chainlink e a Polkadot.

Teremos uma moeda digital brasileira?

Com a boa aceitação do PIX, o Banco Central já está estudando formas de ampliar as formas de pagamento no Brasil. Uma delas, inclusive, é a versão digital do real, a moeda oficial do país.

Chamada de CBDC (central bank digital currency ou moeda digital do banco central, em português), o real digital será um tipo de criptomoeda que funcionará como uma alternativa ao dinheiro fiduciário e que proporcionará diversas vantagens tanto aos usuários quanto ao sistema financeiro do país.

Essa CBDC brasileira tem o objetivo de facilitar e baratear vários serviços, como a criação de contratos de empréstimo – além de favorecer a integração com sistemas de pagamentos internacionais.

Mesmo com a tecnologia dessa moeda digital não estando definida, é provável que a blockchain seja um caminho. Todavia, ao contrário das criptomoedas, a nossa moeda digital terá um órgão centralizador: o próprio Banco Central.

Além do Brasil, outros países também estão discutindo a criação de moedas digitais para a sua população, como a China, Índia, Reino Unido e Estados Unidos.

Conclusão

O mundo está ficando cada vez mais digital e, devido a isso, o mercado de finanças também.

Com o uso da tecnologia a favor de todos, ter acesso a uma moeda digital pode facilitar – e muito – o dia a dia das pessoas, pois tudo poderá ser feito através de um aparelho que cabe, literalmente, na palma da mão. 

Além disso, tais moedas não possuem fronteiras, o que facilita o envio e recebimento de pagamentos internacionais e remessas, por exemplo. Em outras palavras, elas podem ser utilizadas em qualquer parte do mundo, criando, assim, um sistema monetário único e global. 

Nós da Monnos estamos sempre de olho em todas as novidades acerca do mundo cripto. Portanto, acompanhe o nosso blog e fique por dentro de todas as informações!

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